de ferramenta de feira a plataforma da marca
o totem de autoatendimento da iGUi mostrava o portfólio de piscinas em feiras. o redesenho o fez escalar, de um catálogo com scroll cansativo em tela grande para uma plataforma que atende o cliente na loja e o negócio na mesa de reunião.
- meu papel
- product designer
- período
- redesign · tcc 2026
- time
- design + engenharia
- plataforma
- touchscreen · tablet · web
de onde partiu
contexto
o totem iGUi é um showroom digital de autoatendimento. começou embrionário, para apresentar o portfólio de piscinas em feiras de negócios, e se espalhou como facilitador entre marca, franqueados e clientes.
roda em telas grandes nas lojas e em tablets de vendedores em campo. em 365 dias, cerca de 24 mil sessões reais passaram por ele.
atribuição
meu papel
redesenhei o totem de ponta a ponta e transformei o projeto no meu tcc de pós em ux, um estudo de caso de design de serviços sobre o próprio produto.
- fiz
- pesquisa · arquitetura de informação · protótipo · handoff
- dividi
- engenharia e liderança
o que apareceu
o problema
adicionar scroll vertical ao totem existente parecia a solução simples. mas em telas grandes essa navegação exigia movimentos amplos e repetitivos, cansando o uso.
e o portfólio não parava de crescer. a organização antiga não acompanhava, e a interface ainda precisava funcionar em contextos muito diferentes de luz e de distância de interação.
processo
- 01
discovery
conversei com quem usa e cruzei com diretrizes de ergonomia (nn/g). o problema não era estética, era esforço físico numa tela grande.
- 02
arquitetura
reorganizei a home em carrosséis horizontais agrupados por tamanho onde novos modelos entram sem quebrar a clareza.
- 03
adaptação
modo claro e escuro para lojas iluminadas e eventos escuros; interface adaptada para touchscreen, tablet e celular.
- 04
entrega
protótipo, especificação das jornadas e acompanhamento com a engenharia até subir.
decisões
-
carrosséis horizontais no lugar do scroll
a rolagem vertical em tela grande exigia movimentos amplos. carrosséis agrupados por tamanho distribuem o conteúdo na largura e mantêm a navegação na zona de toque confortável.
-
ações na base, topo só visual
reorganizei os controles na parte de baixo, onde o toque é confortável para quem está de pé. o topo ficou só com informação, para não obrigar o usuário a levantar o braço. alvos de toque de no mínimo 1 cm².
-
dois modos para dois ambientes
modo claro para lojas iluminadas, escuro para eventos com pouca luz. a mesma solução funciona no ponto de venda e no tablet do vendedor em campo.
-
um segundo eixo: o corporativo
do tcc surgiu o modo corporativo, uma apresentação premium para a liderança pitchar incorporadoras. filtra o acervo por cliente e monta a apresentação por empreendimento. o totem deixou de ser catálogo de loja.
resultados
2 toques
da atração ao detalhe do modelo
mesmo caminho da versão anterior, com o dobro do acervo · 9 modelos viraram 18 sem cobrar um toque a mais
~45%
das lojas da rede
em uso, cerca de 24 mil sessões reais por ano · testado em eventos com mais de 60 mil visitantes
1 → 3
categorias de revestimento
a interface antiga só suportava 7,5×7,5 cm · os swatches são o ponto mais clicado da tela, 4.884 cliques em 1.700 exibições
próximos passos
duas frentes na próxima rodada: reduzir os dead clicks, hoje em 16,7% das sessões, deixando mais claro o que é tocável, e aliviar o render, que hoje deixa o carregamento em ~4,6s. sob a lente de service design, o totem amadurece por iteração contínua.
o que ficou
aprendizados
um sistema complexo raramente tem fim. o totem amadurece por pequenas melhorias contínuas, o “infinite prototyping”, não por reinvenção. a proposta de valor já foi assimilada pela rede, e o desafio agora é fortalecer a infraestrutura.
e o design pode escalar um artefato para além da ui. o mesmo totem que tangibiliza o produto na loja virou argumento de autoridade da marca na mesa de negociação.